apresenta

apresenta

INFLUÊNCIA

com Emicida

INFLUÊNCIA

com Emicida

Emicida navega os grandes rios do Brasil para revelar, entre ciência e poesia, como a água influencia nossa história, cultura e futuro.

Emicida navega os grandes rios do Brasil para revelar, entre ciência e poesia, como a água influencia nossa história, cultura e futuro.

Emicida navega os grandes rios do Brasil para revelar, entre ciência e poesia, como a água influencia nossa história, cultura e futuro.

SINOPSE

CURTA

Nesta série documental, Emicida se aventura em uma grande expedição pelas principais bacias hidrográficas do Brasil para explorar e aprender sobre sua importância geográfica, ambiental e cultural.


Com olhar poético e cinematográfico, cada episódio percorre o rio como fonte de vida, energia, alimento, folclore, transporte, ameaça e esperança, rimando natureza com humanidade em uma sinfonia da nascente à foz, chamando atenção para a urgência de preservar nosso maior patrimônio natural: a água doce.

"Pra mim água é
uma Entidade
e não um recurso".
Ailton Krenak

SINOPSE

LONGA

Das nascentes às fozes, o Brasil é um país moldado por suas águas. Nossos rios são veias abertas que correm pela geografia, pela cultura e pela memória, sustentando povos, definindo fronteiras e moldando o futuro.


Nesta série documental de 9 episódios, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, assume o papel de explorador para conduzir o público por uma jornada única: navegar as grandes bacias hidrográficas do país em expedições que misturam aventura, ciência, poesia e cultura. 


Com auxílio de um gravador, ao longo do percurso, ele capta os sons das águas e das conversas com ribeirinhos, professores, pescadores, barqueiros, lavadeiras, lideranças indígenas, quilombolas, garimpeiros, cientistas, geógrafos, camponeses, músicos, repentistas e artistas que compartilham suas histórias e conhecimentos sobre os rios brasileiros.


Com estética cinematográfica e narrativa original, a série apresenta cada episódio como um afluente de uma viagem maior: o legado e a influência que as águas fluviais brasileiras tem em nossas vidas e em nosso planeta.

Mais do que uma série sobre rios, esta é uma metáfora sobre a relação e interdependência entre o curso das águas e o curso da vida.

Das nascentes às fozes, o Brasil é um país moldado por suas águas. Nossos rios são veias abertas que correm pela geografia, pela cultura e pela memória, sustentando povos, definindo fronteiras e moldando o futuro.


Nesta série documental de 9 episódios, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, assume o papel de explorador para conduzir o público por uma jornada única: navegar as grandes bacias hidrográficas do país em expedições que misturam aventura, ciência, poesia e cultura. 


Com auxílio de um gravador, ao longo do percurso, ele capta os sons das águas e das conversas com ribeirinhos, professores, pescadores, barqueiros, lavadeiras, lideranças indígenas, quilombolas, garimpeiros, cientistas, geógrafos, camponeses, músicos, repentistas e artistas que compartilham suas histórias e conhecimentos sobre os rios brasileiros.
















Com estética cinematográfica e narrativa original, a série apresenta cada episódio como um afluente de uma viagem maior: o legado e a influência que as águas fluviais brasileiras tem em nossas vidas e em nosso planeta.

Mais do que uma série sobre rios, esta é uma metáfora sobre a relação e interdependência entre o curso das águas e o curso da vida.

EMICIDA

PROFESSOR LEANDRO
ROQUE DE OLIVEIRA

PROFESSOR LEANDRO
ROQUE DE OLIVEIRA

Emicida é um estudioso implacável com um dom de compartilhar seu conhecimento e ideias com muita propriedade e eloquência.

Um cientista autodidata e reparador histórico reconhecido por sua escuta atenta ao Brasil através de uma perspectiva profundamente enraizada na reflexão social e na cultura popular.


Emicida é também MC formado pela Faculdade das Ruas e articula memória e identidade brasileira através da música e outros projetos como o filme AmarElo - É Tudo pra Ontem, a série O Enigma da Energia Escura, o programa Papo de Segunda e os podcasts AmarElo Prisma e Sambas Contados.

Sua narrativa se caracteriza por seu olhar singular: uma abordagem acessível, curiosa e sensível, capaz de criar pontes entre diferentes universos sociais e culturais e nesta série, encontra um espaço natural de aprofundamento e oportunidade para percorrer os rios brasileiros atuando como mediador entre paisagem e experiência, revelando como a água atravessa histórias, modos de vida e identidades que moldam um Brasil múltiplo, vivo e profundamente conectado ao seu território.

Sua narrativa se caracteriza por seu olhar singular: uma abordagem acessível, curiosa e sensível, capaz de criar pontes entre diferentes universos sociais e culturais e nesta série, encontra um espaço natural de aprofundamento e oportunidade para percorrer os rios brasileiros atuando como mediador entre paisagem e experiência, revelando como a água atravessa histórias, modos de vida e identidades que moldam um Brasil múltiplo, vivo e profundamente conectado ao seu território.

TOM & LINGUAGEM

REFERÊNCIAS

Influência combina rigor informativo com experiência vivida. Visualmente, dialoga com a escala cinematográfica de séries como Pole to Pole, Welcome to Earth e One Strange Rock, unindo Natureza em Alta Definição, Aventura Real e Imersão Humana. A série constrói uma linguagem onde ciência e sensorial se encontram: a percepção sensível de Werner Herzog inspira a narrativa, a musicalidade natural de Hermeto Pascoal dá o tom e os timbres, a geografia de Milton Santos aponta a direção, a coragem de Glória Maria alimenta o espírito de aventura e a linguagem contemporânea de Connected guia a curiosidade que conduz cada descoberta. Emicida vive as experiências, aprende com personagens e transforma movimento em reflexão. Aqui, não apenas vemos os rios — nós os escutamos.

TOM
&LINGUAGEM

REFERÊNCIAS

Influência combina rigor informativo com experiência vivida. Visualmente, dialoga com a escala cinematográfica de séries como Pole to Pole, Welcome to Earth e One Strange Rock, unindo Natureza em Alta Definição, Aventura Real e Imersão Humana. A série constrói uma linguagem onde ciência e sensorial se encontram: a percepção sensível de Werner Herzog inspira a narrativa, a musicalidade natural de Hermeto Pascoal dá o tom e os timbres, a geografia de Milton Santos aponta a direção, a coragem de Glória Maria alimenta o espírito de aventura e a linguagem contemporânea de Connected guia a curiosidade que conduz cada descoberta. Emicida vive as experiências, aprende com personagens e transforma movimento em reflexão. Aqui, não apenas vemos os rios — nós os escutamos.

EPISÓDIOS

9 DE 30 MINUTOS

Rios Invisíveis

O Primeiro Choro

Encantos

Correnteza

Contenção

Plantando Água

Despejo

Garimpo

Tupananchiskama

Episódio 01 - Rios Invisíveis.

Ciclo Hidrológico - da gestação à nascente

de um rio.

Na Caatinga da Paraíba, uma sertaneja demonstra a técnica ancestral da forquilha de galho de árvore para localizar veios d'água subterrâneos em meio ao solo árido.

Sobrevoando a Floresta Amazônica a bordo de um balão de ar quente, a série navega os "rios voadores",

o fenômeno dos fluxos de vapor

d'água gerados pela evapo-transpiração florestal que alimentam o ciclo hidrológico de grande parte do continente.




Logo após o pouso o contraste é urgente: numa área desmatada de pasto, o escoamento superficial da água da chuva é contrastado com a alta capacidade de infiltração do solo florestal intacto.
No Ceará, um artista de garrafas de areia colorida traduz os processos de infiltração e percolação da água nas camadas geológicas com surpreendente clareza.
A série faz um mergulho na Gruta do Mimoso,no Mato Grosso do Sul, para ilustrar a formação de aquíferos e lençois freáticos.
Investigando a água que pinga das raízes profundas no Cânion Sussuapara no Jalapão compreende-se o protagonismo do Cerrado como principal zona de recarga hídrica do Brasil.
De volta à superfície, nas veredas, nos fervedouros e em uma nascente de encosta pode-se observar três manifestações distintas da água finalmente emergindo no relevo.

PILOTO

RIOS INVISÍVEIS

Na Caatinga, debaixo de um sol forte, uma sertaneja caminha com uma forquilha de galho de árvore pela terra seca. A forquilha força os braços da senhora e aponta para o chão.


De noite, em São Paulo, o cenário é de chuva e trovoada caindo sobre os prédios espelhados à beira do rio Pinheiros. Fechado em um estúdio, durante a gravação de um podcast, Emicida fala sobre hidrografia, e o protagonismo do Brasil no abastecimento de água doce do planeta.


Sozinho no corredor, Emicida enche um copo d’água de um filtro. Observando a água em seu copo ele olha para o rio Pinheiros pela janela do prédio e indaga: por quão óbvio tomamos o fato de abrirmos uma torneira e dela sair água? Quais caminhos essa água percorreu para chegar até ali?


No amanhecer da floresta Amazônica, imagens exuberantes da flora, da fauna e do fenômeno de condensação da atmosfera sobre a copa das árvores. Ainda no crepúsculo, Emicida se encontra a bordo de uma caminhonete e conversa com uma climatologista especializado em dinâmica atmosférica amazônica. A caminhonete para e os dois deixam o veículo. Eles se encontram em um descampado onde um grande balão de ar quente está sendo preparado para alçar voo. Emicida prepara seu gravador e vai ao encontro do baloeiro para fazerem o briefing do voo.

Apreensivo, Emicida e a tripulação montam na cesta do balão que está pronto para decolar. A câmera acompanha a névoa subindo da copa das árvores e ao fundo, o balão emerge. Durante o voo, o pesquisador explica como a evapotranspiração da floresta forma os chamados “rios voadores” e como essas massas de umidade são transportadas por correntes atmosféricas para outras regiões do Brasil. Sobre as imagens aéreas, gráficos simples ajudam a visualizar o deslocamento da umidade pelo continente. O climatologista explica a importância e a influência que os rios voadores exercem nas bacias hidrográficas brasileiras. 


O balão pousa em um pasto de floresta desmatada. Emicida e o pesquisador discutem as causas que ameaçam os rios voadores e, por consequência, todo sistema hídrico brasileiro. Começa a chover e Emicida é acolhido por um boiadeiro que compartilha um pouco da sua relação com o gado e seu ponto de vista sobre o uso da terra. A narrativa acompanha a água da chuva que cai do céu e toca o solo. 


Com uma explicação em voice-over sobre a absorção da água no solo, assistimos a água chegando ao chão em dois cenários distintos: primeiro a uma floresta preservada e em seguida a um pasto pecuário em área desmatada. A câmera registra o contraste entre infiltração profunda na floresta e o escoamento superficial na área desmatada. 

O especialista explica como a qualidade do solo determina infiltração e evapotranspiração e consequentemente o futuro de uma nascente. Em um timelapse de fotos topográficas de satélite podemos observar a redução da área de florestas da região amazônica de 1984 a 2022.


Em voice over Emicida explica como o desmatamento da floresta amazônica influencia os rios voadores e, consequentemente, acaba por contribuir para desastres naturais como os deslizamentos no litoral norte de São Paulo em 2023, as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024, a tragédia da região serrana fluminense em 2011, as enchentes históricas em Minas e Bahia em 2021-2022 e o apagão de 2001. Imagens de arquivo ilustram os fatos narrados.

No Ceará, uma artesã de areias coloridas, demonstra através da sua arte como ocorre a infiltração da água, a percolação pelas camadas do solo e a recarga do lençol freático. 


Em seguida, Emicida se encontra na boca de uma caverna acompanhado por um espeleólogo especialista em sistemas cársticos. Antes da entrada na água, o pesquisador apresenta mapas e cortes geológicos que explicam a formação de aquíferos em rocha calcária e como esses sistemas armazenam e filtram água doce.


No interior da Gruta do Mimoso no Mato Grosso do Sul, nos preparativos para o mergulho, lanternas revelam o fluxo contínuo do rio subterrâneo. Durante o mergulho, o especialista aponta formações rochosas moldadas pela água ao longo de milhares de anos.

De volta à superfície, investigando a água que pinga das raízes profundas no Cânion Sussuapara no Jalapão compreende-se o protagonismo do Cerrado como principal zona de recarga hídrica do Brasil.  


Ainda no Jalapão, nos fervedouros, em uma nascente de encosta e em área de vereda preservada, Emicida se encontra com seu gravador e microfone apontado para o surgimento destas nascentes ativas. Em macro, a câmera observa a água emergindo do solo e formando um pequeno filete que inicia seu curso superficial. Sem grandiosidade: apenas a beleza sensível e simbólica da água finalmente emergindo no relevo.

EPISÓDIOS

9 DE 30 MINUTOS

Episódio 01

Rios Invisíveis.

Ciclo Hidrológico da gestação à nascente de um rio.

Na Caatinga da Paraíba, uma sertaneja demonstra a técnica ancestral da forquilha de galho de árvore para localizar veios d'água subterrâneos em meio ao solo árido.


Sobrevoando a Floresta Amazônica a bordo de um balão de ar quente, a série navega os "rios voadores",

o fenômeno dos fluxos de vapor

d'água gerados pela evapo-transpiração florestal que alimentam o ciclo hidrológico de grande parte do continente.




Logo após o pouso o contraste é urgente: numa área desmatada de pasto, o escoamento superficial da água da chuva é contrastado com a alta capacidade de infiltração do solo florestal intacto.


No Ceará, um artista de garrafas de areia colorida traduz os processos de infiltração e percolação da água nas camadas geológicas com surpreendente clareza.


A série faz um mergulho na Gruta do Mimoso,no Mato Grosso do Sul, para ilustrar a formação de aquíferos e lençois freáticos.
Investigando a água que pinga das raízes profundas no Cânion Sussuapara no Jalapão compreende-se o protagonismo do Cerrado como principal zona de recarga hídrica do Brasil.


De volta à superfície, nas veredas, nos fervedouros e em uma nascente de encosta pode-se observar três manifestações distintas da água finalmente emergindo no relevo.

Influência é um convite para a discussão. O pontapé pra iniciar a conversa. Propõe pertencimento à causa e com a presença de Emicida, a série amplia o alcance para além do público tradicional de documentários ambientais, dialogando com jovens, escolas e novas audiências que consomem cultura, música e identidade.

Influência é um convite para a discussão, um pontapé pra iniciar a conversa. A série propõe pertencimento à causa e com a presença de Emicida, amplia o alcance para além do público tradicional de documentários ambientais, dialogando com jovens, escolas e novas audiências que consomem cultura, música e identidade.

 


No entanto, essa história raramente é contada de forma acessível, contemporânea e culturalmente conectada.

Influência propõe algo maior do que conscientização: transforma tema estrutural em narrativa. Não é uma aula, é uma jornada viva, cinematográfica e acessível, capaz de encantar estudantes, mobilizar famílias e provocar conversas urgentes.

O Brasil é uma das maiores reservas de água doce do mundo e nossas bacias influenciam diretamente o clima, a biodiversidade e a segurança alimentar do planeta e quando entendemos que os rios não são cenário, mas sistema vital, percebemos que proteger suas águas é proteger a nós mesmos.

IMPACTO E LEGADO

IMPACTO
&LEGADO

POR QUE ESTA HISTÓRIA IMPORTA

LUCAS STEGMANN

CRIADOR DA SÉRIE

Lucas cresceu na zona sul de São Paulo próximo a represa de Guarapiranga e passou sua infância mais dentro do que fora d’água.


Foi na Guarapiranga também que surgiu a Bolovo®, um laboratório criativo e marca que fundou com seu amigo em 2006 onde foi diretor de conteúdo e de campanhas até o final de 2024.


Na MTV, Lucas esteve à frente da criação independente de mais de 7 temporadas originais e por 5 anos viajou o Brasil e o mundo desenvolvendo e aprimorando seu estilo de produzir e de contar histórias na estrada.    


Hoje, Lucas se estabelece como um diretor outdoor e seu trabalho é reconhecido por seu espírito de aventura, bom humor e sua capacidade de abordar grandes projetos de forma enxuta e esperta validados por marcas como Red Bull, Jeep, Vans, Lagunitas, Discovery+ e Canal OFF.


INFLUÊNCIA é uma ideia original pensada pro Emicida mas é também o resultado de uma confluência de fases e experiências da vida de Lucas que o fizeram pensar neste projeto como forma de se reconectar com sua essência. 

PARANOID

PRODUTORA PARCEIRA

Fundada em 2009 por Heitor Dhalia e Egisto Betti, a Paranoid é uma produtora audiovisual que atua do desenvolvimento ao lançamento, em diversos formatos, para propaganda, cinema, TV e streaming, com os maiores players do mercado. Entre seus conteúdos, estão os longas SERRA PELADA (2013), AMORES URBANOS (2016), YOGA: ARQUITETURA DA PAZ (2017), TUNGSTÊNIO (2018), TODAS AS RAZÕES PARA ESQUECER (2018), DR. GAMA (2021), ANNA (2021). Em 2023 lançará nos cinemas QUANDO FALTA O AR, GRANDE SERTÃO e A BATALHA DA MARIA ANTÔNIA. Em streaming, a série TODXS (HBO, 2020), ARCANJO RENEGADO (Globoplay, 2022), DNA DO CRIME (Netflix, 2023), O JOGO QUE MUDOU A HISTÓRIA, VERONIKA e OS DONOS DO JOGO.

LUCAS STEGMANN

CRIADOR DA SÉRIE

Lucas cresceu na zona sul de São Paulo próximo a represa de Guarapiranga e passou sua infância mais dentro do que fora d’água.


Foi na Guarapiranga também que surgiu a Bolovo®, um laboratório criativo e marca que fundou com seu amigo em 2006 onde foi diretor de conteúdo e de campanhas até o final de 2024.


Na MTV, Lucas esteve à frente da criação independente de mais de 7 temporadas originais e por 5 anos viajou o Brasil e o mundo desenvolvendo e aprimorando seu estilo de produzir e de contar histórias na estrada.    


Hoje, Lucas se estabelece como um diretor outdoor e seu trabalho é reconhecido por seu espírito de aventura, bom humor e sua capacidade de abordar grandes projetos de forma enxuta e esperta validados por marcas como Red Bull, Jeep, Vans, Lagunitas, Discovery+ e Canal OFF.


INFLUÊNCIA é uma ideia original pensada pro Emicida mas é também o resultado de uma confluência de fases e experiências da vida de Lucas que o fizeram pensar neste projeto como forma de se reconectar com sua essência. 

PILOTO

RIOS INVISÍVEIS

Na Caatinga, debaixo de um sol forte, uma sertaneja caminha com uma forquilha de galho de árvore pela terra seca. A forquilha força os braços da senhora e aponta para o chão.


De noite, em São Paulo, o cenário é de chuva e trovoada caindo sobre os prédios espelhados à beira do rio Pinheiros. Fechado em um estúdio, durante a gravação de um podcast, Emicida fala sobre hidrografia, e o protagonismo do Brasil no abastecimento de água doce do planeta.


Sozinho no corredor, Emicida enche um copo d’água de um filtro. Observando a água em seu copo ele olha para o rio Pinheiros pela janela do prédio e indaga: por quão óbvio tomamos o fato de abrirmos uma torneira e dela sair água? Quais caminhos essa água percorreu para chegar até ali?


No amanhecer da floresta Amazônica, imagens exuberantes da flora, da fauna e do fenômeno de condensação da atmosfera sobre a copa das árvores. Ainda no crepúsculo, Emicida se encontra a bordo de uma caminhonete e conversa com uma climatologista especializado em dinâmica atmosférica amazônica. A caminhonete para e os dois deixam o veículo. Eles se encontram em um descampado onde um grande balão de ar quente está sendo preparado para alçar voo. Emicida prepara seu gravador e vai ao encontro do baloeiro para fazerem o briefing do voo.

Apreensivo, Emicida e a tripulação montam na cesta do balão que está pronto para decolar. A câmera acompanha a névoa subindo da copa das árvores e ao fundo, o balão emerge. Durante o voo, o pesquisador explica como a evapotranspiração da floresta forma os chamados “rios voadores” e como essas massas de umidade são transportadas por correntes atmosféricas para outras regiões do Brasil. Sobre as imagens aéreas, gráficos simples ajudam a visualizar o deslocamento da umidade pelo continente. O climatologista explica a importância e a influência que os rios voadores exercem nas bacias hidrográficas brasileiras. 


O balão pousa em um pasto de floresta desmatada. Emicida e o pesquisador discutem as causas que ameaçam os rios voadores e, por consequência, todo sistema hídrico brasileiro. Começa a chover e Emicida é acolhido por um boiadeiro que compartilha um pouco da sua relação com o gado e seu ponto de vista sobre o uso da terra. A narrativa acompanha a água da chuva que cai do céu e toca o solo. 


Com uma explicação em voice-over sobre a absorção da água no solo, assistimos a água chegando ao chão em dois cenários distintos: primeiro a uma floresta preservada e em seguida a um pasto pecuário em área desmatada. A câmera registra o contraste entre infiltração profunda na floresta e o escoamento superficial na área desmatada. 

O especialista explica como a qualidade do solo determina infiltração e evapotranspiração e consequentemente o futuro de uma nascente. Em um timelapse de fotos topográficas de satélite podemos observar a redução da área de florestas da região amazônica de 1984 a 2022.


Em voice over Emicida explica como o desmatamento da floresta amazônica influencia os rios voadores e, consequentemente, acaba por contribuir para desastres naturais como os deslizamentos no litoral norte de São Paulo em 2023, as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024, a tragédia da região serrana fluminense em 2011, as enchentes históricas em Minas e Bahia em 2021-2022 e o apagão de 2001. Imagens de arquivo ilustram os fatos narrados.

No Ceará, uma artesã de areias coloridas, demonstra através da sua arte como ocorre a infiltração da água, a percolação pelas camadas do solo e a recarga do lençol freático. 


Em seguida, Emicida se encontra na boca de uma caverna acompanhado por um espeleólogo especialista em sistemas cársticos. Antes da entrada na água, o pesquisador apresenta mapas e cortes geológicos que explicam a formação de aquíferos em rocha calcária e como esses sistemas armazenam e filtram água doce.


No interior da Gruta do Mimoso no Mato Grosso do Sul, nos preparativos para o mergulho, lanternas revelam o fluxo contínuo do rio subterrâneo. Durante o mergulho, o especialista aponta formações rochosas moldadas pela água ao longo de milhares de anos.

De volta à superfície, investigando a água que pinga das raízes profundas no Cânion Sussuapara no Jalapão compreende-se o protagonismo do Cerrado como principal zona de recarga hídrica do Brasil.  


Ainda no Jalapão, nos fervedouros, em uma nascente de encosta e em área de vereda preservada, Emicida se encontra com seu gravador e microfone apontado para o surgimento destas nascentes ativas. Em macro, a câmera observa a água emergindo do solo e formando um pequeno filete que inicia seu curso superficial. Sem grandiosidade: apenas a beleza sensível e simbólica da água finalmente emergindo no relevo.